
No fim do jogo com o Basileia para a liga dos campeões, Miguel Veloso apareceu, visivelmente aborrecido, a queixar-se dos assobios do público. Disse ele que "para assobiar mais vale ficarem em casa".
Ora independentemente da questão do público assobiar ou não, matéria que por si só dava para um post só sobre esse assunto, não deixa de ser algo curioso ver um jogador de futebol a dispensar a presença dos adeptos do clube que representa. Seria talvez engraçado ver um actor de teatro, após uma crítica menos favorável, dispensar o público de comparecer no teatro, ou um actor de cinema dizer às pessoas que se não gostam do filme não paguem bilhetes e em vez disso que façam download do mesmo na internet e o vejam em casa. Igualmente interessante seria ver o primeiro ministro José Sócrates dizer aos Portugueses que se não estão satisfeitos não votem no seu partido...
O Miguel Veloso, independentemente da opinião que tenha, mostrou mais uma vez que não se consegue aperceber de uma excelente ocasião para estar calado. Os adeptos cuja presença no estádio ele dispensou, são aqueles que, com bilhetes, quotas de sócio, etc geram receitas ao clube, receitas essas que servem, entre outras coisas, para pagar o ordenado de Miguel Veloso, ordenado esse que já por várias vezes achou demasiado baixo.
Os adeptos do Sporting, ao estarem presentes na bancada pagaram um serviço. E tal como qualquer cliente (e infelizmente "cliente" é um termo cada vez mais apropriado para designar os adeptos do Sporting, mas isso são também contas de um rosário que merecia um post dedicado), exige contrapartidas ao dinheiro gasto. Se um espectador de um espectáculo de teatro ou musical gosta do espectáculo, aplaude. Se desgosta, protesta pois gastou dinheiro mal gasto. Se alguém trás o carro da oficina mal reparado, ou um pintor ou electricista fez um mau serviço na sua casa, protesta e tem toda a legitimidade para o fazer. Se pagou, exige um serviço em troca. E bem feito.
Ora como se viu, o Sporting fez, mais uma vez, uma má exibição contra o Basileia. E o público, "cliente" pagante de bilhetes tudo menos baratos, achou que não estava a ter retorno e achou-se no direito de protestar pelo dinheiro mal empregue. Se o devia ter feito naquela altura ou após o jogo, é assunto que merecia só por si um debate. Mas o direito de protestar por um mau serviço é um direito assente e garantido de quem paga por esse serviço. E Miguel Veloso, tal como muitos outros, estava a prestar um mau serviço.
Miguel Veloso mostrou também, para além de não saber quando é a melhor altura para estar calado, que é um "mau político". Porquê? Simples. Porque ainda está para nascer a entidade, seja jogador de futebol, político, comercial, gestor, etc que entre em atritos ou conflitos com os seus "clientes" e saia a ganhar. Veloso desgastou, perante os adeptos que o sustentam, mais uma vez a sua imagem que já não era muito favorável desde outras ocasiões. E refira-se que Miguel Veloso, jogador de talento extraordinário mas fora de forma e de uma grande irregularidade exibicional, é dos que menos razões tem para achar que os assobios são imerecidos.
O Miguel Veloso tem, para seu próprio bem, de fazer urgentemente duas coisas: a primeira é calar-se. E a 2ª é ficar em silêncio. Porque um jogador de futebol, tal como qualquer profissional de qualquer ramo, está sujeito, consoante a qualidade do seu trabalho, aos elogios e às críticas. E perante as críticas só tem uma coisa a fazer: jogar bem e fazer com que as críticas deixem de ter razão para existir. Porque isso sim é que lhe compete. Agora não pode é de forma nenhuma achar-se no direito de dispensar os adeptos, pois isso é tão absurdo e ridículo como um empregado de mesa dispensar os clientes após uma crítica a um bife menos saboroso. E se comer um bife num restaurante, por enquanto ainda é possível a quase todos neste país em crise e de cintos apertados, ver um jogo de futebol em Alvalade já é algo que exige muito sacrifício a muitos adeptos, muitos deles habituados em outras alturas a ver regularmente jogos do seu Sporting e que agora têm que abdicar de outras coisas (os que ainda podem) para se arrogarem a possibilidade de gastar, no mínimo, 25 euros para ver os Miguéis Velosos e companhia. E se fazem sacrifícios para os ver, exigem algo em troca. E é inadmissível que venham depois os jogadores, que os adeptos sustentam, dizer que a sua presença no estádio (presença essa cada vez menor à medida que os anos avançam) é dispensável porque só querem palmas independentemente das suas prestações.
Ora independentemente da questão do público assobiar ou não, matéria que por si só dava para um post só sobre esse assunto, não deixa de ser algo curioso ver um jogador de futebol a dispensar a presença dos adeptos do clube que representa. Seria talvez engraçado ver um actor de teatro, após uma crítica menos favorável, dispensar o público de comparecer no teatro, ou um actor de cinema dizer às pessoas que se não gostam do filme não paguem bilhetes e em vez disso que façam download do mesmo na internet e o vejam em casa. Igualmente interessante seria ver o primeiro ministro José Sócrates dizer aos Portugueses que se não estão satisfeitos não votem no seu partido...
O Miguel Veloso, independentemente da opinião que tenha, mostrou mais uma vez que não se consegue aperceber de uma excelente ocasião para estar calado. Os adeptos cuja presença no estádio ele dispensou, são aqueles que, com bilhetes, quotas de sócio, etc geram receitas ao clube, receitas essas que servem, entre outras coisas, para pagar o ordenado de Miguel Veloso, ordenado esse que já por várias vezes achou demasiado baixo.
Os adeptos do Sporting, ao estarem presentes na bancada pagaram um serviço. E tal como qualquer cliente (e infelizmente "cliente" é um termo cada vez mais apropriado para designar os adeptos do Sporting, mas isso são também contas de um rosário que merecia um post dedicado), exige contrapartidas ao dinheiro gasto. Se um espectador de um espectáculo de teatro ou musical gosta do espectáculo, aplaude. Se desgosta, protesta pois gastou dinheiro mal gasto. Se alguém trás o carro da oficina mal reparado, ou um pintor ou electricista fez um mau serviço na sua casa, protesta e tem toda a legitimidade para o fazer. Se pagou, exige um serviço em troca. E bem feito.
Ora como se viu, o Sporting fez, mais uma vez, uma má exibição contra o Basileia. E o público, "cliente" pagante de bilhetes tudo menos baratos, achou que não estava a ter retorno e achou-se no direito de protestar pelo dinheiro mal empregue. Se o devia ter feito naquela altura ou após o jogo, é assunto que merecia só por si um debate. Mas o direito de protestar por um mau serviço é um direito assente e garantido de quem paga por esse serviço. E Miguel Veloso, tal como muitos outros, estava a prestar um mau serviço.
Miguel Veloso mostrou também, para além de não saber quando é a melhor altura para estar calado, que é um "mau político". Porquê? Simples. Porque ainda está para nascer a entidade, seja jogador de futebol, político, comercial, gestor, etc que entre em atritos ou conflitos com os seus "clientes" e saia a ganhar. Veloso desgastou, perante os adeptos que o sustentam, mais uma vez a sua imagem que já não era muito favorável desde outras ocasiões. E refira-se que Miguel Veloso, jogador de talento extraordinário mas fora de forma e de uma grande irregularidade exibicional, é dos que menos razões tem para achar que os assobios são imerecidos.
O Miguel Veloso tem, para seu próprio bem, de fazer urgentemente duas coisas: a primeira é calar-se. E a 2ª é ficar em silêncio. Porque um jogador de futebol, tal como qualquer profissional de qualquer ramo, está sujeito, consoante a qualidade do seu trabalho, aos elogios e às críticas. E perante as críticas só tem uma coisa a fazer: jogar bem e fazer com que as críticas deixem de ter razão para existir. Porque isso sim é que lhe compete. Agora não pode é de forma nenhuma achar-se no direito de dispensar os adeptos, pois isso é tão absurdo e ridículo como um empregado de mesa dispensar os clientes após uma crítica a um bife menos saboroso. E se comer um bife num restaurante, por enquanto ainda é possível a quase todos neste país em crise e de cintos apertados, ver um jogo de futebol em Alvalade já é algo que exige muito sacrifício a muitos adeptos, muitos deles habituados em outras alturas a ver regularmente jogos do seu Sporting e que agora têm que abdicar de outras coisas (os que ainda podem) para se arrogarem a possibilidade de gastar, no mínimo, 25 euros para ver os Miguéis Velosos e companhia. E se fazem sacrifícios para os ver, exigem algo em troca. E é inadmissível que venham depois os jogadores, que os adeptos sustentam, dizer que a sua presença no estádio (presença essa cada vez menor à medida que os anos avançam) é dispensável porque só querem palmas independentemente das suas prestações.
1 comentários:
Só acrescento o seguinte: Se querem criticar quem paga então transformem Alvalade numa "scut", sem custos para o utilizador e assim como não pagamos népia podem dizer o que quizerem...
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